Cada vez mais deve-se olhar o todo da companhia, sob pena de se criar e executar ações desordenadas, gerando retrabalho

O que se tem de mais moderno e eficiente para gerenciar as relações do trabalho, reduzir os custos e otimizar resultados, seguindo a mesma linha da Governança Corporativa, é a Governança Trabalhista. Esta ferramenta é o conjunto das melhores práticas criadas da sinergia entre os departamentos de Recursos Humanos e Jurídico, alinhadas aos objetivos estratégicos da companhia.

O ponto de partida da GT é a visão holística da empresa. Cada vez mais deve-se olhar o todo da companhia, sob pena de se criar e executar ações desordenadas, gerando retrabalho.

De acordo com a advogada trabalhista Lilliana Bortolini Ramos, do escritório Becker, Pizzatto & Advogados Associados, “com a Governança Trabalhista, o jurídico vai além das defesas de ações judiciais, oferecendo uma advocacia trabalhista de inteligência, alinhada com os objetivos estratégicos da empresa, exatamente de acordo com as necessidades particulares de cada uma”, esclarece.

A GV desdobra-se em vários subprodutos com o objetivo de minimizar o passivo trabalhista, como:

– Capacitação de gerentes e operadores de RH para a implantação das decisões traçadas pelo jurídico e aprovadas pela empresa;

– Abertura de diálogo com os sindicatos, esquecendo-se do estigma de vilão, para elaborar Acordos Coletivos de Trabalho, contemplando as particularidades e regularizando situações especiais da empresa, além de apaziguar conflitos e negociar exigências;

– O jurídico auxilia o RH na criação, escolha e gerenciamento dos melhores indicadores e métricas, conforme objetivos e metas da Empresa, a fim de evitar indicadores ineficientes;

– O jurídico trabalhista está apto a realizar uma due diligence, auxiliando na preparação da empresa para ser vendida ou incorporada. Importante destacar que o mercado está super aquecido no que tange a fusões e aquisições, pelo que sempre se recomenda às empresas que estejam organizadas e conhecendo realmente seus riscos e passivo, porque todo dia é dia para se receber propostas interessantes de compra ou parceria;

– Auditoria para levantamento do passivo trabalhista e sugestões de procedimentos a serem adotados, minimizando os custos e melhorando o ambiente de trabalho;

– Munir os diretores e gerentes de todas as informações jurídicas relevantes (valores, riscos, passivo, recorrência de pedidos judiciais, etc), auxiliando na tomada de decisões;

– Análise de Reclamatórias Trabalhistas: com o estudo da recorrência de pedidos, são traçados planos de ação destinados especificamente para diminuir o número de Reclamatórias Trabalhistas e os valores nela envolvidos;

– Preparação da empresa para fiscalização.

– A implantação da Governança Trabalhista é um trabalho a médio e longo prazo e o custo pulveriza-se a longo dos meses. “Este tipo de estratégia é uma tendência e, em breve, será uma exigência nas grandes corporações” ressalta Lilliana.

Fonte: Incorporativa