Além de cumprir a lei, contratação de deficientes pode ser vista como estratégia das empresas que valorizam e respeitam o ser humano

Em 1991 foi sancionada a Lei 8.213/91, que prevê a obrigatoriedade da contratação de pessoas com deficiência por empresas com mais de 100 funcionários. Segundo dados do Ministério do Trabalho, 14,5% é o percentual de deficientes em relação à população geral produtiva no Brasil. Destes, apenas 4,1% tem condições de entrar no mercado de trabalho. E dos 240,4 mil cargos ocupados por trabalhadores com algum tipo de deficiência no país, 50,8% possuem problemas físicos, 28,2% sofrem com dificuldades auditivas, seguidos pelos que tem deficiências visuais (2,9%), mental ou intelectual (2,4%), múltiplas (1,7%) e reabilitados (14%). “A contratação de deficientes ainda é baixa em relação ao esperado, mas está crescendo”, afirma Eberson Luiz Federezzi, diretor da empresa de recursos humanos Global Network.

No Paraná 71,38% dos trabalhadores com deficiência inscritos nas Agências do Trabalhador conseguiram empregos efetivos no período de janeiro de 2008 a junho deste ano. “Um problema que dificulta a inserção deste tipo de candidato no mercado de trabalho é a falta de qualificação e formação profissional. Quem deseja estudar enfrenta uma série de desafios, desde a acessibilidade das escolas e universidades até o preparo dos professores para atender estes alunos”, explica Eberson.

Segundo o especialista, as empresas também precisam estar preparadas para receber estes profissionais. “É essencial que haja acessibilidade, equipamentos e materiais de auxílio necessários como softwares específicos, mas nada que seja extraordinário. O ideal é deixar bem claro quais serão as funções deste funcionário, para que ele mesmo exponha suas necessidades de acordo com o grau de sua deficiência”, acrescenta. Também é necessário preparar quem já trabalha na empresa para receber o novo colega.

Além de cumprir a lei, a contratação de deficientes pode ser vista como estratégia das empresas que valorizam e respeitam o ser humano, primam pela cidadania e pela inclusão e buscam contribuir para uma sociedade melhor. “Quando a empresa possui este tipo de posicionamento, seus colaboradores também se tornam multiplicadores dessa ideia, disseminando valores e princípios louváveis a toda comunidade”, ressalta.

E os benefícios não para por aí. Os consumidores estão de olho na responsabilidade social das organizações, aumentando a competitividade. “Os ganhos dentro da organização também devem ser levados em consideração. Em geral este tipo de colaborador motiva a equipe a superar obstáculos e vencer desafios, procura estabilidade e busca explorar todo seu potencial. Eles só precisam de uma oportunidade para começar”, finaliza.

Fonte: Incorporativa

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