A realidade é que, segundo Vanderley John, as pessoas não querem ser ecoeficientes, elas querem parecer.

A certificação no Basil pode ser interessante, porém, um ponto que ele deveria focar mais seria agir em parcerias com políticas públicas no país e não trazer exemplos de for a que muitas vezes não se encaixa com o nossos conceitos de construção, foi o que apresentou o professor e membro do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), Vanderley John, durante sua palestra no Ecobuilding 2008.

Segundo John, a certificação de empreendimento que sejam elaborados e concretizados nos conceitos da sustentabilidade é bom, porém, esses conceitos deveriam refletir as políticas públicas que incentivem o consumo consciente de materiais, a opção por alternativas para geração de energia, entre outras.

“A certificação vai virar uma guerra no mercado brasileiro”, disse John, a respeito das certificações que já existem no mercado.

John citou que, as certificações para empreendimentos que se dizem sustentáveis não tem nada a ver com a sustentabilidade, tudo é um trabalho de marketing.

“Os Estados Unidos fazem uma pressão sobre os outro países para que adotem sua certificação, porém as condições de construção são totalmente diferentes de país para país”, disse John a respeito da certificação LEED. “Temos que fazer um sistema que contemple a realidade Brasileira”, complementou.

A realidade é que, segundo John, as pessoas não querem ser ecoeficientes, elas querem parecer.

“No prêmio Holcim de Sustentabilidade, o que mais se via eram projetos que deixavam visíveis suas ações, como aquecedores solares, reutilização de água, entre outros. Isso é sustentável, mais qual será as atividades internar daquele edifício? Será que ele também é sustentável por dentro?”, disse John, mostrando que hoje, mostrar ser ecoeficiente para o vizinho importa mais do que ser ecoeficiente realmente.

A mais conhecida certificação até o momentos é o Leadership in Energy and Environmental Desing (LEED) que foi elaborado pelo Green Building Council, uma entidade dos Estados Unidos que criou a certificação para ser aplicada em empreendimentos que sigam o conceito de sustentabilidade desde a sua elaboração até a concretização do projeto.

Recentemente, foi criada pela Fundação Vazolini, a certificação AQUA, que foi totalmente estruturada para os conceitos de construção civil do Brasil, diferente do LEED que segue os conceitos dos Estados Unidos.

John afirmou que o CBCS não vai criar nenhuma certificação para empreendimento que se digam sustentáveis. “Precisamos de soluções economicamente viáveis. Não se existe receita para construção sustentável”, concluio John.

Revista Sustentabilidad

Fonte: Incorporativa