Segundo relatório divulgado pela E-bit, espera-se que as vendas pela Internet cresçam cerca de 30%

“Com o aumento do acesso à web no país, as empresas devem ficar atentas à nova tendência”, afirma o especialista em Marketing Rodrigo Campos. Neste âmbito, investir na elaboração de um site corporativo tornou-se um caminho para que elas mostrem seus valores, missões, éticas e garantam mais espaço no mercado.

De acordo com dados do Ibope Nielsen On-line de março deste ano, o número de acesso à Internet no país cresceu 9,6% no último trimestre de 2010. Segundo levantamento, 73,9 milhões de pessoas acessam a rede. No final de 2009, o número totalizava em 67,5 milhões de internautas. A pesquisa considera todos os ambientes de acesso possíveis como residência, escola, trabalho e as lan houses. Para o meio corporativo, os dados têm um significado de suma importância, pois sugerem o crescimento de um novo público, ou seja, dos internautas e isso, consequentemente, podem ajudar as empresas a expandirem seus vínculos com os públicos-alvo e a conseguirem ganhar confiabilidade ou senão, em alguns casos, alavancar a lucratividade de algumas organizações.

Para o especialista em Marketing Rodrigo Campos, a Internet possibilitou um novo caminho para os negócios. “Atuar na rede tornou-se uma grande oportunidade de crescimento institucional para as empresas. Afinal, pela Internet as organizações podem desenvolver seu site corporativo por onde conseguem reforçar sua posição e ganhar a confiabilidade de um público ascendente”.

Campos, que atua na empresa LINK Portal da Comunicação diz que “a internet possibilitou a integração de inúmeras ferramentas ligadas ao marketing”. Dentro dos sites, por exemplo, o e-commerce serve como alternativa de vendas diretas para o público, na qual pode comprar produtos e serviços por cartão de crédito ou débito. Além dele, existem outras opções de ferramentas de marketing, como o e-mail marketing, os banners digitais, a newsletter, os links patrocinados por sites de busca como o Google e também os sites de vendas.

“Por meio do e-mail marketing é possível estabelecer um canal de ligação entre o consumidor e o site e-commerce. Ao receber o e-marketing, a pessoa clica no produto exposto e cai direto no site e-commerce e lá faz a compra. Já as newsletters possibilitam as chamadas vendas indiretas pela qual o consumidor recebe notícias, informações da empresa e, ao conhecê-la, pode sentir-se estimulado e confiante para a compra de seus produtos”, ensina Rodrigo.

Em paralelo ao crescimento do público internauta, o comércio eletrônico também apresentou um aumento muito significativo ao ponto de se tornar tendência. No mesmo mês em que foram divulgados os dados do Ibope Nielsen On-line, um relatório realizado pela E-bit (empresa de monitoramento de comércio eletrônico) mostrou que o número de vendas, principalmente de bens de consumo, pela Internet cresceu 40% em 2010. As datas comemorativas e, vale ressaltar, a Copa, tiveram participação importante para o aumento. O assessor de Marketing da LINK Portal estima que a confiança dos consumidores pela compras na Internet intensificou muito a partir de 2008. Para ele, as compras on-line estão muito mais seguras hoje, apesar de ainda haver riscos de invasão pelos chamados hackers. “Ainda é preciso ter cautela, mas na atualidade ao adquirir um produto há mais segurança do que antes”, declara.

Para este ano, segundo o relatório divulgado pela E-bit, espera-se que as vendas pela Internet cresçam cerca de 30%. Apesar da Copa já ter passado e do fato de que o Natal no ano passado tenha respondido por 2,2 bilhões de reais em vendas on-line, (40% a mais em relação a festividade de 2009), a tendência dessa modalidade de compra será de crescimento vertiginoso. Para Rodrigo Campos, ainda há algumas empresas que precisam ter mais maturidade ao lidar com o ambiente virtual e isso tem sido mais claro no uso, pelas corporações, das redes sociais. “Algumas ainda tem medo de atuar nas redes sociais. Outras acreditam no tabu de que o uso das redes pelos funcionários da empresa é algo que gera perda de tempo e lucratividade da organização, mas, aos poucos, este mito está caindo e os dados apresentados são a mais nítida prova disso”, diz.

Fonte: Incorporativa

Anúncios