Não adianta um time de futebol ter 11 estrelas e nenhum técnico

Em evento realizado no Sindicato da Habitação, diretores e gerentes de imobiliárias aprendem as principais características e funções de bons líderes no planejamento estratégico de uma empresa

Não importa o momento histórico ou econômico, toda empresa depende de bons líderes para ser bem sucedida. Mas será que você tem as habilidades necessárias de uma liderança? Foi esse o questionamento proposto pelo mestre em estratégia empresarial Gilmar Lemes Laguna, nesta quarta-feira, 27/4, durante evento realizado pelo PQE (Programa Qualificação Essencial) e a Rede de Imóveis do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

“Precisamos entender que todo profissional necessita de um líder. Por exemplo, não adianta um time de futebol ter 11 estrelas e nenhum técnico. Não vai dar resultado. Por outro lado, não pode ser qualquer técnico”, iniciou o palestrante. “O bom líder inspira, motiva a equipe a conseguir resultados, ou seja, ele tem seguidores”, complementou.

Partindo deste princípio, popularidade seria sinônimo de liderança, certo? Errado. Laguna alerta que ser amigo de todos não ajuda na hora de coordenar uma equipe. Na verdade, atrapalha. Afinal, chefe tem de cobrar desempenho dos funcionários e servir como exemplo, sempre. Segundo ele, a melhor maneira de lidar com os colaboradores é adaptando-se às pessoas e situações. “Não existe um único tipo de liderança porque não é possível tratarmos todos da mesma forma. Dependendo do funcionário, eu posso ser o líder participativo, com outro liberal ou autocrático”, defendeu o especialista.

Outro ponto importante é a qualidade dos serviços oferecidos pela empresa, aspecto diretamente ligado à liderança e um dos pilares do planejamento de estratégia empresarial. “Temos de qualificar a mão de obra, não dá para esperar pelo governo. O treinamento constante garante a qualidade do produto e essa iniciativa precisa vir da liderança, fora do horário do expediente, como ferramenta motivadora”, ponderou.

Também foram apontadas como responsabilidades de um líder a aplicação da cultura de inovação, formulação de objetivos, definição de metas a longo prazo, trabalhar a geração de valores, desenvolver parcerias e investir em responsabilidade social, sem esquecer de zelar pelo bem-estar dos funcionários.

Se gerenciar tudo isso parece muito complicado, os parâmetros quantificadores de resultados podem ser bons aliados. Entretanto, o que realmente facilita a vida de qualquer líder é a gestão por processos. “O processo serve para documentar e promover a melhoria dos resultados de qualquer empresa. Além disso, simplifica o fluxo de trabalho, reduz o tempo de execução de tarefas e aumenta a qualidade dos serviços”, relatou.

Fonte: Incorporativa