Conheça histórias de mães e filhos que atuam juntos à frente de negócios

O Dia das Mães se aproxima, e para que essa data seja lembrada no melhor estilo mãe de ser, nada melhor que falar dos filhos. Tem se tornado cada vez mais comum no mercado de trabalho a presença de mulheres que decidem abrir um negócio próprio após terem filhos, e também a participação dos filhos em empresas familiares.

O setor de franquias tem se mostrado uma ótima oportunidade para mães com espírito empreendedor e filhos interessados nos negócios da família. Dados da Francap – consultoria especializada em franchising e redes de negócios – revelam que os setores em que as mulheres mais atuam são: alimentação, educação, prestação de serviços e saúde. André Friedheim, diretor da consultoria, afirma que os negócios em família estão em alta: “É muito comum ver mães e filhos se destacando juntos na gestão de franquias. Em família, as pessoas são mais tolerantes, isso é muito positivo”, comenta.

Conheça histórias de mães e filhos que atuam juntos à frente de negócios

Alimentação

Mitchelly Pinheiro Salgado, 41 anos, tem um restaurante da Risotto Mix – rede especializada em culinária rápida. Mãe de 4 filhos, a empresária que abriu a loja recentemente, conta com a ajuda do mais velho, Marrath, de 23 anos. Segundo Mitchelly, a ajuda do filho é essencial. “Sou nutricionista e sempre exerci minha profissão, preciso de alguém de confiança para administrar o restaurante, e meu filho é essa pessoa”, comenta.

Para Maria do Carmo Cincinato Beserra, franqueada do Rei do Mate – maior rede de casa de mate do País – não é diferente. A empresária de 58 anos tem três lojas da rede – a primeira, inaugurada há 8 anos – mas quem administra tudo é a filha, Renata, de 24. Formada em Publicidade e Propaganda, Renata abriu mão de atuar na área para cuidar dos negócios da família e não se arrepende: “Minha mãe não se envolve mais na administração das lojas, deixou tudo comigo. Gosto muito disso, e até agora está dando tudo certo”, relata.

Mais um exemplo de sucesso na gestão em família, aconteceu na Germânia – empresa pioneira no sistema de chopp delivery no país. Marcia Kobashigawa Amaral, 46 anos, era dona de casa. Após se mudar com sua família para o Japão, onde trabalhava numa montadora de automóveis, Marcia desenvolveu seu espírito empreendedor e, ao voltar para o Brasil, resolveu vestir a camisa em um negócio próprio junto com os filhos, Juliana e Ricardo, de 22 e 21 anos. “Acho muito legal ter a família toda envolvida num mesmo projeto. Nunca tivemos problemas, resolvemos tudo com muita calma e à base de diálogo”, explica.

Educação

Solange Aparecida Lui dos Santos, de 51 anos, está há 6 anos à frente de uma unidade da Eurodata – rede especializada em cursos profissionalizantes e de idiomas – e há 2 anos tem a participação de um dos 3 filhos na administração do negócio. Kennedy tem 28 anos, é publicitário e conseguiu agregar sua formação aos negócios da família – trabalha na área comercial, de marketing e divulgação, enquanto a mãe administra a unidade.

Segundo Solange, trabalhar em família nem sempre é tão fácil: “Não é por ser meu filho que sempre está tudo bem. Já tivemos vários atritos, envolvíamos a liberdade pessoal no ambiente profissional, mas com o tempo, conseguimos encontrar um ponto de equilíbrio”, garante a empresária.

Microfranquias

A mineira de Alfenas, Helga Bernardes Aya de Carvalho, 56 anos, administra junto com a filha Daniela, de 27, a microfranquia Tutores – empresa do Grupo Zaiom, especializada em reforço escolar. Aos 50 anos, Helga resolveu voltar aos bancos escolares – cursou Gestão Empresarial e se especializou em Gestão de Negócios. “Senti que os cursos poderiam contribuir, fiz e foi ótimo. Nosso trabalho em equipe sempre foi maravilhoso. Minha filha me ouve muito”, comenta.

Também parte do Grupo Zaiom, a Home Angels – especializada em cuidar de pessoas – foi a oportunidade que Gisella Maria Barboza Rosa viu de abrir um negócio próprio.

A ideia surgiu a partir da necessidade de deixar a filha mais nova, de 15 anos, portadora da síndrome de down, aos cuidados de alguém de confiança. “Eu não confiava em ninguém para cuidar da minha filha, então, decidi que a solução seria abrir a Home Angels”, comenta Gisella.

Hoje, a filha mais nova está alfabetizada e Gisella a prepara para que no próximo ano também trabalhe na empresa, junto com a mais velha, Isabela Cristina, de 18. “Minha filha mais velha é minha grande incentivadora, além de muito competente. Cuida do marketing e das mídias sociais da empresa sozinha, e exerce um ótimo trabalho”, relata.

Fonte: Incorporativa


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