Com técnicas, o profissional pode desenvolver habilidades necessárias para ocupar sua atual função e produzir melhores resultados

Caroline Calaça  *

O Coaching Empresarial se tornou ferramenta indispensável para empresas que buscam equipes de alta performance. Surgida nos Estados Unidos e Europa, na década de 70, a abordagem chegou ao Brasil em meados dos anos 90 no mundo corporativo. Hoje, centenas de empresas no país utilizam a metodologia, que vem se consolidando como uma das abordagens mais assertivas, para motivar, transformar e gerar bons resultados por meio da atuação junto à liderança.

O Coaching Executivo é um processo de melhoria de performance profissional utilizando-se um conjunto de técnicas e ferramentas, que ajudam o indivíduo a se conhecer e desenvolver competências e habilidades, tendo como foco as metas da empresa, sua cultura organizacional, além do respeito aos valores do profissional e sua individualidade. É realizado por um especialista, de forma personalizada. “Esta abordagem permite a melhoria da performance de líderes, levando em conta sua experiência, expectativas e planos para o futuro e alinhando isto com o que a empresa espera dele no momento e a importância de retê-lo como talento, gerando automotivação e mudanças comportamentais”, explica Caroline Calaça, Coach formada pela Sociedade Brasileira de Coaching.

Com as técnicas aplicadas, o profissional pode desenvolver habilidades necessárias para ocupar sua atual função e produzir melhores resultados ou preparar-se para algum cargo estratégico que a empresa pretenda destinar a ele no futuro. É possível desenvolver por meio do Coaching: liderança, comunicação, flexibilidade, automotivação, trabalho em equipe, delegação com eficiência, comprometimento e autodesenvolvimento. O que reflete em ganhos para as duas partes.

Cada sessão leva em média uma hora e para que se possa ter um bom resultado, as peculiaridades de cada empresa e cargo exercido pelo profissional em questão devem ser levados em consideração para estabelecer o prazo de duração do projeto. “O Coaching é totalmente personalizado, por isso a duração e a periodicidade podem ser ajustadas. É necessário considerar o perfil da empresa, o ramo de atividade, o mercado de atuação, as metas e os objetivos específicos com o investimento. Pesquisas atuais apontam para uma média de seis meses de trabalho com cada indivíduo no mundo corporativo com periodicidade semanal ou quinzenal”, explica.

De acordo com Calaça, não se duvida dos resultados positivos que o Coaching pode oferecer. O grande desafio é encontrar maneiras de mensurar o ROI (Return on Investment – Retorno sobre Investimentos). “Poucas empresas no Brasil têm a prática de atrelar os resultados não apenas a métricas subjetivas, o que de forma alguma invalida ou diminui a consistência do processo, mas com resultados financeiros comprovados, investimentos mais relevantes possivelmente seriam destinados”, define. 

Embora o foco das organizações modernas estejam amplamente voltados para as pessoas, não há empresa que não se preocupe com sua saúde financeira. Alinhar investimentos em treinamento e desenvolvimento de profissionais a resultados traduzidos em cifras sempre será pauta do dia. Por isso, Caroline Calaça está desenvolvendo um amplo estudo sobre o que se faz para medi-lo atualmente no Brasil e no exterior, que irá permitir ao mercado conhecer metodologias que podem ser replicadas e ajustadas à realidade de cada empresa.

“O retorno acontece de forma bastante subjetiva por falta de conhecimento e de acesso a instrumentos de mensuração de ROI”, justifica. “O estudo irá identificar o comportamento das empresas no Brasil em relação à valorização do ROI em projetos de Coaching, avaliar as melhores práticas no assunto e propor uma metodologia para a avaliação destes resultados. Será uma contribuição para Coaches (profissionais habilitados) que desejam aprimorar seus instrumentos de trabalho referenciando – se em benchmarking, e irá facilitar as empresas que contratam tais serviços decidirem a relevância de medir retorno por opção e não por falta de possibilidades”, explica. A pesquisa conduzida por Calaça culminará na publicação de um livro, que deverá ser publicado no próximo ano.

* Caroline Calaça é formada pela Sociedade Brasileira de Coaching em Personal, Professional e Executive Coaching, é mestranda em Negócios Internacionais pela Universidade de Alcalá, Madri, Espanha, e pós graduada em Gestão Empresarial e Marketing pela Fundação Getúlio Vargas.

Fonte: INCORPORATIVA