Economia brasileira pode girar R$ 150 bi durante o evento; PMEs devem deter fatia de 20%

As pequenas e médias empresas brasileiras devem movimentar em torno de R$ 30 bilhões em negócios durante a Copa de 2014. A estimativa partiu do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, durante divulgação de estudo da entidade, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), detalhando 448 oportunidades de negócios para pequenos empreendedores em quatro setores nas 12 cidades brasileiras que serão sedes de jogos do evento mundial.

Barretto explicou que recente estudo da FGV com a Ernst & Young estimou que a economia brasileira pode movimentar em torno de R$ 150 bilhões durante o evento. Deste total, as pequenas e médias empresas devem deter fatia em torno de 20%. “Os pequenos e médios empreendedores já representam em torno de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do País”, explicou Barretto, ao comentar a estimativa. “Mas nosso desejo é superar este porcentual, e ultrapassar estes 20% durante a Copa”, acrescentou.

Para incrementar a participação das pequenas e médias empresas durante o evento, o Sebrae tem usado recursos de R$ 79,3 milhões no Programa Sebrae Copa 2014, que serão alocados até 2013 para desenvolver incentivos na preparação de pequenos empreendedores para a Copa.

Entre as ações previstas no âmbito do programa estava a elaboração do estudo, que tem como objetivo analisar oportunidades de negócios em nove setores: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção associada a turismo, comércio varejista, serviços em geral, vestuário, madeira e móveis e agronegócios. Hoje, o Sebrae divulgou o mapeamento de oportunidades nos quatro primeiros segmentos; os detalhamento de possibilidades de negócios nas outras cinco atividades deve ser anunciado em maio.

Na prática, as informações coletadas pelo Sebrae em parceria com a FGV serão repassadas pela rede do Sebrae para os interessados em desenvolver seus negócios durante o evento. Entre os setores já detalhados, o da construção civil surgiu como destaque, com 128 oportunidades de negócios para pequenas e médias empresas, de acordo com o levantamento. “Creio que de uma maneira geral, o segmento de serviços é o que oferecerá mais oportunidades de negócios para os pequenos empreendedores durante a Copa”, acrescentou.

Barreto informou ainda que o Sebrae tem realizado reuniões para aproximar pequenas e médias empresas dos gestores de obras e empreendimentos relacionados ao evento. “Tive uma reunião com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) para colocar em contato os associados da entidade que podem ter negócios com a Copa com pequenos empreendedores”, disse. “O Sebrae quer mobilizar o setor para ficar antenado para os negócios relacionados à Copa”, completou.

Fonte: O Estado de S.Paulo